terça-feira, 23 de abril de 2013

Mumificação no Egito

Uma múmia é um cadáver, cuja pele e órgãos foram preservados intencional ou acidentalmente pela exposição a produtos químicos, frio extremo (múmias de gelo),umidade muito baixa e etc. Atualmente, o mais antigo cadáver humano mumificado (naturalmente) descoberto foi uma cabeça decapitada, com de 6000 anos, encontrado em 1936.As múmias mais famosas são as egípcias, destacando-se as dos faraósTutancâmonSe ti I e Ramsés II, embora a primeira múmia egípcia conhecida, apelidada de "Ginger", remonta a cerca de 3300 a.C..
O vídeo a seguir e um prévio resumo sobre a mumificação no Egito:




segunda-feira, 22 de abril de 2013

Religião Egípcia 

A religião no Antigo Egito refere-se ao complexo conjunto de crenças religiosas e rituais praticados no Antigo Egito. Não existiu propriamente uma religião egípcia, pois as crenças - frequentemente diferentes de região para região - não eram a parte mais importante, mas sim o culto aos deuses, que eram considerados os donos legítimos do solo do Egito, terra que tinham governado no passado distante.
Este conjunto de crenças foi praticado no antigo Egito desde o período pré-dinástico, a cerca de 3.000 anos a.C. até ao surgimento do cristianismo. Inicialmente era uma religião politeísta por crer em várias divindades, como forças da natureza. Ao passar de séculos, a crença passou a ser mais diversificada, sendo considerada henoteísta, porque acreditava em uma divindade criadora do universo, tendo outras forças independentes, mas não iguais a este. Também pode ser considerada monoteísta, pois tinha a crença em um único deus, as outras divindades eram neteru (plural de neter), o que podem ser chamados de "anjos de deus", o que seriam vários aspectos de um mesmo deus. No governo de Amenófis IV foi pregado o monoteísmo, porém não durou por muito tempo, pois após a sua morte a religião foi dispensa.
A religião era praticada em templos e santuários domésticos. A religião ainda é praticada atualmente, porém por minorias. O kemetismo é uma reconstrução neopagã da religião ainda praticada atualmente.

Arte Egípcia



arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do antigo Egito localizada no vale do rio Nilo no Norte da África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na religião durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3000 anos antes de Cristo e demarcando diferentes épocas que auxiliam na clarificação das diferentes variedades estilísticas adaptados: Período ArcaicoImpério AntigoImpério MédioImpério NovoÉpoca Baixa,Período Ptolemaico e vários períodos intermédios, mais ou menos curtos, que separam as grandes épocas, e que se denotam pela turbulência e obscuridade, tanto social e política como artística. Mas embora sejam reais estes diferentes momentos da história, a verdade é que incutem somente pequenas nuances na manifestação artística que, de um modo geral, segue sempre uma vincada continuidade e homogeneidade.
O tempo e os acontecimentos históricos encarregaram-se de ir eliminando os vestígios desta arte ancestral, mas, mesmo assim, foi possível redescobrir algo do seu legado no século XIX, em que escavações sistemáticas trouxeram à luz obras capazes de fascinar investigadores, colecionadores e mesmo o olhar amador. A partir do momento em que se decifram os hieróglifos na Pedra de Roseta é possível dar passos seguros a caminho da compreensão da culturahistória, mentalidade, modo de vida e naturalmente da motivação artística dos antigos egípcios.
Economia egípcia  
A principal atividade econômica dos egípcios era a agricultura. Os egípcios cultivavam trigo, cevada, linho, algodão, legumes, frutas e papiro, planta com a qual faziam um papel de boa qualidade.
Eles não trabalhavam apenas com a agricultura, também com a criação de bois, cabras, carneiros, patos e também com a mineração de ouro, pedras preciosas, que chegou a ser usada para facilitar o comércio externo.
Eles produziam armas, barcos, cerâmica, tijolos, vidro, cobre, bronze, etc. Tudo isso era feito na indústria artesanal que eles construíram.
Os egípcios não conheciam o dinheiro, por isso, eles compravam e vendiam através de trocas. Essa atividade atingiu seu apogeu no Novo Império, quando se intensificaram os contatos comerciais com a ilha de Creta, Palestina, Fenícia e Síria.

Escrita egípcia 

No Egito Antigo, a escrita tinha uma grande importância no desenvolvimento de atividades de cunho sagrado e cotidiano. Em linhas gerais, os egípcios desenvolveram três sistemas de escritas diferentes entre si. A primeira e mais importante delas é a hieroglífica, que era estritamente utilizada para a impressão de mensagens em túmulos e templos. Logo em seguida, havia a escrita hierática, uma simplificação da hieroglífica, e a demótica, utilizada para escritos de menor importância.

O desenvolvimento da escrita veio seguido pela produção de uma rica produção literária capaz de abranger desde os temas cotidianos, indo até a explicação de mitos e rituais sagrados. Entre os livros de natureza religiosa e moral, destacamos o “Livro dos Mortos” e o “Texto das Pirâmides”, respectivamente. Em paralelo, também havia produções textuais mais leves e jocosas, como no caso do livro “A sátira das profissões”, escrito que critica os incômodos existentes em cada tipo de trabalho.

Para a manutenção de um vasto império como foi o Egito, a escrita acabou sendo tarefa exclusiva de uma privilegiada parcela da população. Os escribas eram os únicos que dominavam a leitura e a escrita dos hieróglifos. Sua formação acontecia em uma escola palaciana onde os mais bem preparados obtinham cargos de fundamental importância para o Estado. Entre outras funções, um escriba poderia contabilizar os impostos, contar os servos do reino, fiscalizar as ações públicas e avaliar o valor das propriedades.

Em troca dos serviços prestados, um escriba recebia diferentes tipos de compensação material. É importante lembrar que o dinheiro ainda não havia sido inventado naquela época e, com isso, o trabalho de um escriba acabava sendo pago por meio de vários alimentos, como frutas, pão, trigo, carne, gordura, sal ou a prestação de um outro serviço em troca. Formando uma classe intermediária, os escribas tinham posição de destaque junto ao Estado e o restante da sociedade.

A complexidade do sistema de símbolos que compunham a escrita hieroglífica dos egípcios foi um grande mistério durante vários e vários séculos. Somente no inicio do século XIX, quando o general Napoleão Bonaparte realizou a invasão do Egito, é que esse tipo de escrita começou a ser desvendado. Uma equipe de cientistas franceses passou a catalogar diversas peças e fragmentos cravejados pela misteriosa escrita egípcia.

Entre outros achados se destacava a “Pedra de Roseta”, uma lápide de basalto negro onde foram encontradas inscrições em grego, hieroglífico e demótico. Somente em 1821, graças aos esforços do jovem pesquisador Jean François Champollion, a palavra “Ptolomeu” foi por ele traduzida desse documento escrito. A partir daquela pequena descoberta, foi possível realizar a leitura de uma variedade de outros documentos que explicam importantes traços desta civilização.
Rio Nilo 
O Egito da Antiguidade dividia-se em duas terras: o Alto Egito, que corresponde ao sul do país, e Baixo Egito, a região do Delta do Nilo. Em cada porção o povo vivia de um modo distinto, até porque o clima entre norte e sul era diferente. Portanto, o tipo de produtos cultivados também diferia.

Ao logo da história egípcia, porém, o povo sempre falou a mesma língua, compar- tilhou uma mesma visão do mundo, uma mesma estrutura institucional, entre outras coisas. Eles cultivavam a idéia de superioridade perante outros povos e lutavam para manter seus costumes e valores.

A melhor explicação para a importância do rio Nilo para os egípcios está escrita no hino, desenvolvido por eles ainda na Antiguidade e também na célebre frase do filósofo e historiador grego Heródoto:
"Salve, ó Nilo! Ó tu que manifestaste sobre esta terra e vens em paz para dar vida ao Egito. Regas a terra em toda a parte, deus dos grãos, senhor dos peixes, criador do trigo, produtor da cevada... Ele traz as provisões deliciosas, cria todas as coisas boas, é o senhor das nutrições agradáveis e escolhidas. Ele produz a forragem para os animais, provê os sacrifícios para todos os deuses. Ele se apodera de dois países e os celeiros se enchem, os entrepostos regurgitam, os bens dos pobres se multiplicam; torna feliz cada um conforme seu desejo... Não se esculpem pedras nem estátuas em tua honra, nem se conhece o lugar onde ele está. Entretanto, governas como um rei cujos decretos estão estabelecidos pela terra inteira, por quem são bebidas as lágrimas de todos os olhos e que é pródigo de tuas bondades." 
"O Egito é uma dádiva do Nilo."

Em síntese, pode-se dizer que a vida só se tornou possível nas terras do Egito por causa do grande rio Nilo. Anualmente, de junho a novembro, chovia nas nascentes deste, o que provocava inundações e o aumento do nível da água. Neste período as cheias arrastavam tudo que estivesse às margens e, consequentemente, impedia a agricultura.

No entanto, quando as águas voltavam ao nível normal, uma grossa camada de limo fertilizante (húmus) era deixada sobre a terra, propiciando o cultivo de todos os tipos de cereais, frutas e outras culturas. Desse modo, povos que antes foram nômades logo se fixaram no vale do Nilo, originando a próspera civilização egípcia

                       
Sociedade egípcia

No Egito Antigo observamos uma estrutura bastante rígida, na qual a possibilidade de ascensão era mínima entre seus integrantes. No topo dessa hierarquia estava o Faraó, governante máximo do Estado e adorado como uma divindade viva descendente de Amon-Rá. A função político-religiosa por ele ocupada imprimia uma natureza teocrática ao governo egípcio. Para a população, a prosperidade material estava intimamente ligada às festas e rituais feitos em sua homenagem.

Logo abaixo de seu sagrado governante, os sacerdotes compunham um primeiro e restrito grupo social privilegiado. A função de mediadores entre os deuses e os homens lhes concedia enorme prestígio entre os demais membros da sociedade egípcia. Responsáveis pelo equilíbrio das atividades religiosas, tomavam a tarefa de administrar todos os bens a serem ofertados pelos deuses. Dessa forma, acabavam acumulando uma expressiva quantidade de bens materiais ao longo de sua vida.

Muito próximos da condição privilegiada vivida pela classe sacerdotal, os membros da nobreza eram originários da família do Faraó, dos líderes do Exército e dos altos funcionários do governo. Logo em seguida, os escribas formavam um setor intermediário da sociedade egípcia. Em razão de sua formação escolar privilegiada, em que aprendiam a escrita e a leitura dos hieróglifos, eram remunerados para auxiliarem no desenvolvimento de várias atividades comerciais e administrativas.

Os comerciantes também tinham grande importância para o desenvolvimento da economia egípcia ao promoverem a circulação de riquezas entre seu povo e as demais civilizações vizinhas. Graças à sua ação, era possível o acesso a uma série de produtos, como a madeira, utilizada na construção de embarcações e sarcófagos; o cobre e o estanho, metais úteis na fabricação de armamentos militares; e ervas, geralmente empregadas na medicina e nos processos de mumificação.

Compondo uma parcela menos privilegiada da sociedade egípcia, temos os soldados, camponeses e artesãos. Os soldados viviam dos produtos recebidos em troca dos serviços por eles prestados e, em alguns momentos da história egípcia, eram recrutados entre povos estrangeiros. Os camponeses trabalhavam como servos nas terras do Estado e recebiam pouco pela função que exerciam. Da mesma forma, os artesãos tinham uma vida bastante simples e trabalhavam nas construções e oficinas existentes no país.

Não exercendo grande importância, os escravos formavam uma classe reduzida no interior da sociedade egípcia. Em geral, estes escravos eram obtidos por meio das conquistas militares. Curiosamente, esses não viviam uma condição social radicalmente subalterna com relação aos seus donos. Mais tolerantes aos estrangeiros que outros povos, os egípcios tinham o costume de zelar pela condição de vida dos escravos postos sob o seu domínio.

O faraó

No topo da pirâmide vem o faraó, com poderes ilimitados. Isso porque ele era visto como pessoa sagrada, divina, e aceito como filho de deus ou como o próprio deus. É o que se chama de governo teocrático, isto é, governo em nome de deus. O faraó era um rei todo-poderoso, proprietário do país inteiro. Os campos, os desertos, as minas, os rios, os canais, os homens, as mulheres, o gado e todos os animais - tudo lhe pertencia. Ele era ao mesmo tempo rei, juiz, sacerdote, tesoureiro, general. Era ele que decidia e dirigia tudo, mas, não podendo estar em todos os lugares, distribuía encargos para centenas de funcionários que o auxiliavam na administração do Egito. A sagrada figura do faraó era elemento básico para a unidade de todo o Egito. O povo via no faraó a sua própria sobrevivência e a esperança de sua felicidade.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Médio império  
O médio império teve inicio em 2052 a.c.,ainda em meio aos conflitos, e conseguiu restabelecer a unidade do Egito. A cidade de tebas tornou-se a capita dos dois reinos. Foi um período prospero, marcado pela expansão territorial e pelo inicio das relações comerciais entre os egípcios e outros povos.
A trajetória do médio império sofreu uma brusca interrupção por volta de 1630 a.c. , quando o Egito foi conquistado pelos hicsos. Povo nômade da asia.


Esfinge

Esfinge é uma imagem icônica de um leão estendido com a cabeça de um falcão ou de uma pessoa, inventada pelos egípcios do império antigo também presente na mitologia grega.

Antigo Egito  

O Antigo Egito foi uma civilização da Antiguidade oriental do Norte de África, concentrada ao longo ao curso inferior do rio Nilo, no que é hoje o país moderno do Egito. Eram parte de um complexo de civilizações, as Civilizações do Vale do Nilo, do qual também faziam parte as regiões ao sul do Egito, atualmente no Sudão, Eritreia, Etiópia e Somália. Tinha como fronteiras o Mar Mediterrâneo, a norte, o Deserto da Líbia, a oeste, o Deserto Oriental Africano a leste, e a primeira catarata do Nilo a sul. O Antigo Egito foi umas das primeiras grandes civilizações da Antiguidade e manteve durante a sua existência uma continuidade nas suas formas políticas, artísticas, literárias e religiosas, explicável em parte devido aos condicionais ismos geográficos, embora as influências culturais e Contactos com o estrangeiro tenham sido também uma realidade.

Como faziam as Múmias

Ao contrário dos Gregos e dos Romanos que tinham o costume de cremar os parentes falecidos, os egípcios adaptaram uma técnicas "inovadora": a de embalsamar, ou melhor dizendo, a de mumificar os mortos. Mas esta técnicas não foi utilizada por quase 3 mil anos ao acaso, não! Os egípcios antigos acreditavam que depois de a pessoa morrer iria para o além, mas com a condição de que o corpo se mantivesse em bom estado, para isso, retiravam os órgãos do corpo e secavam ambos em natrão (solução salina), no final e para que o cadáver mantenha a forma, enfaixavam-no com tiras de linho. Para os arqueólogos esta tradição pode ser tanto uma benção como uma maldição. Uma benção, pois os corpos ficavam quase perfeitamente preservados, uma maldição, pois estes, têm os órgãos retirados, logo a possibilidade de se perderem ou desaparecerem caso os túmulos fossem saqueados era muito grande, outro dos problemas era, dado que o abdômen ficava vazio, tornava-se bastante frágil e quebradiço, comprometendo a integridade do corpo. Para protegerem as múmias foram construídas as pirâmides e foram escavados túmulos, em montanhas e rochas. A mumificação era feita em salas próprias nos templos, com pessoal especialmente treinado para a tarefa, os mumificadores. Depois que um nobre ou qualquer um da população tenha morrido o seu corpo era levado para a tal sala especial: a casa da morte, onde era mumificado, operação que no caso do povo durava 30 dias, dos nobres e sacerdotes um pouco mais tempo, acredita-se que eram cerca de 50 dias e para o faraó eram necessários 70 dias. Na mumificação começava-se por, retirar o cérebro pela narina esquerda, com a ajuda de um gancho, de seguida abriam-lhe o abdômen pelo lado direito e retiravam-lhe os intestinos e o estômago, os pulmões e o fígado, e colocavam-nos dentro de vasos com tampa (vasos canopos). O interior do ventre era então lavado com vinho e especiarias e nas artérias era injetada resina. Quando esta parte estava concluída mergulhavam o corpo em natrão para que este secasse. Por fim, endurecia-se o interior do ventre com bálsamos preciosos tais o óleo de cedro e enchiam o mesmo de mirra, cássis, canela, sementes de lótus torradas e essências aromáticas e então cosia-se a abertura e colocava-se um placa de ouro por cima da costura. Finalmente, envolvia-se o corpo em tiras de linho e entre estas colocavam-se jóias pedras preciosas que tinham a suposta função de proteger o morto até ao além. Quando tudo isto estava concluído colocavam a múmia num sarcófago e levavam-no até ao túmulo (autênticos labirintos escavados na rocha e decorados com as posses do do falecido), selavam-no e tapavam a entrada de forma a que o corpo e o seu espírito pudessem ter o descanso eterno. 
                                                    Vasos Canopos
                                                         Múmia
Túmulo de Tutankhamon

Anúbis deus da morte



É o nome dado pelos antigos gregos ao deus com cabeça de chacal associado com a mumificação e a vida após a morte na mitologia egípcia. Na língua egípcia, Anúbis era conhecido como Inpu (também grafado Anup, Anpu e Ienpw). A menção mais antiga a Anúbis está-nos Textos das Pirâmides do Império Antigo, onde frequentemente é associado com o enterro do Faraó. Na época, Anúbis era o deus dos mortos mais importante, porém foi substituído durante o Império Médio por Osíris.